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Duelo de gerações na final do Lisboa Belém Open

Duelo de gerações na final do Lisboa Belém Open

De um lado, o muito experiente Tommy Robredo, 36 anos e ex-número cinco do ranking; do outro, Christian Garin, 22 anos, mais certeza do que promessa do ténis chileno. Será este o desafio proposto para o derradeiro dia do challenger lisboeta, dotado com um “prize-money” de 43 mil dólares.

Garin (211.º no ranking), campeão júnior de Roland Garros de 2013 e com um título conquistado no ATP Challenger Tour, há um ano e meio, travou a série vitoriosa de oito encontros consecutivos de Pedro Sousa (129.º), ao vencer, por 5-7, 7-5 e 6-4.

O tenista português, de 29 anos, liderou o segundo set, por 5-4, mas o chileno serviu muito bem. O set decisivo começou com quatro breaks sucessivos, mas foi Garin o mais sólido. “As mudanças de bolas tornam tudo completamente diferente. A usada voa, é muito difícil de controlar e de responder, e a mais nova é mais lenta, mais jogável”, explicou Sousa, antes de resumir: “Foi um bom encontro, decidido nos detalhes e que caiu para o lado dele, mas também podia ter caído para o meu.”

Enquanto Pedro Sousa parte para Paris, para ir disputar o qualifying de Roland Garros, Garin vai reencontrar o veterano Tommy Robredo, com quem já perdeu este ano, em Março, num challenger em Santiago do Chile. “Estou muito feliz. Na verdade, o meu objetivo aqui era preparar Roland Garros. Mas depois fui jogando cada vez melhor. Na primeira ronda, não me senti muito cómodo, mas isto acontece no ténis, às vezes quando menos se espera estás numa final”, salientou Garin.

Sobre a meia-final com Pedro Sousa, o chileno concordou com o equilíbrio registado. “Ele jogou muito bem com a sua direita e falhou muito pouco. Eu ataquei muito bem o seu serviço e tentei controlar o jogo com o meu próprio ‘saque’ e a minha direita. O terceiro set revelou-se muito estranho, com bastantes quebras e nenhum de nós foi capaz de consolidar o seu serviço. No final, por sorte, caiu para o meu lado”, explicou Garin, antes de antever a sua terceira final no ATP Challenger Tour: “Conhecemo-nos bem. Creio que temos aqui uma boa final. Eu estou a jogar bem e espero ser melhor que ele.”

Robredo (227.º), o espanhol de 36 anos que já fez parte do top 5 do ranking ATP, em 2006, necessitou igualmente de três sets para dominar o austríaco Sebastian Ofner (143.º), de 22 anos, por 3-6, 6-4 e 6-1. “Creio que tive um pouco de sorte pois, no primeiro jogo do segundo set, ele teve ponto de break e atirou para fora, dando-me a oportunidade de recuperar. A partir daí estive melhor, a jogar mais profundo, mais activo fisicamente e o jogo foi mudando pouco a pouco. Depois, houve uma troca de breaks, mas eu já estava com uma dinâmica muito melhor. No terceiro set, foi a confirmação de que o jogo tinha mudado”, resumiu.

Robredo tem muitas e boas memórias de Portugal, onde competiu pela primeira vez, em 1999! “Quando joguei em Espinho, ganhei. Lembro-me que o court central era muito grande. No Estoril Open, joguei a final com o [Gaston] Gaudio e perdi. Sempre gostei muito de jogar em Portugal, tal como em Espanha, Itália ou França, que têm um clima muito bom, as pessoas gostam de ténis e estou perto de casa”, frisou o espanhol, que se sente com muita confiança para conquistar o seu primeiro título no circuito profissional nos últimos cinco anos. “Vai ser um encontro muito complicado, mas o importante é que eu estou bem, com um bom nível e não me sinto cansado para amanhã. Estou com muita vontade de ganhar o primeiro título da temporada”, frisou Robredo.

O título de pares ficou decidido este sábado e foi conquistado por Marcelo Arevalo, de El Salvador, e Miguel-Angel Reyes Varela, do México, após derrotarem, na final, o polaco Tomasz Bednarek e o norte-americano Hunter Reese, por 6-3, 3-6, 10/1.

 

http://lisboabelemopen.com/files/op_5.pdf

http://lisboabelemopen.com/files/mds_4.pdf

http://lisboabelemopen.com/files/mdd_3.pdf

http://lisboabelemopen.com/files/x_3.pdf

 

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