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"Acredito que é possível subir os prémios e fazer um torneio misto no próximo ano"

Encerrada mais uma edição do Lisboa Belém Open, Manuel Sousa fez o habitual balanço da prova, à qual só faltou um tenista português a triunfar para ser uma semana perfeita. Contudo, houve mais que motivos para o director do torneio se sentir bastante satisfeito e apresentar um saldo positivo.

“Em termos desportivos, temos o regresso do Tommy Robredo e é uma data que vai ficar registada para sempre. Como ele disse, não ganhava um título há cinco anos e achei fantástica a reação dele no final, a emoção que sentiu ao vencer o torneio. Para mim, é um momento que não me vou esquecer enquanto organizador. Estou satisfeito, gostava de ter mais público, como é óbvio, mas isso é uma situação que me foge um pouco”, começou por resumir Mnauel Sousa.

“Ainda não sei as notas do ATP, mas tenho a consciência de que foi tudo feito para se criar condições de eleição; já viajei muito pelos torneios Challengers e, sem facciosismos, nunca vi um ao nível deste. Na opinião geral dos jogadores, o torneio foi muito bem realizado, com excelentes condições e foram muito bem recebidos. Não houve um único aspecto negativo, até agora”, frisou o director do Lisboa Belém Open.

No entanto, a ambição é grande e é muito provável que o torneio cresça já em 2019. “Julgo que o ‘prize-money’ vai subir no próximo ano. Muito provavelmente, antes de 2021, vamos fazer torneio misto, que é uma possibilidade forte, mas agora é deixar acalmar. Ainda assim, acredito plenamente que é possível subir os prémios e fazer um torneio misto no próximo ano”, disse, antes de confirmar a data: “Tudo indica que será a mesma data na próxima edição. Junho está fora de questão, acho que esta experiência correu melhor. Também posso equacionar Setembro, mas à partida será novamente em Maio.”

Manuel Sousa falou ainda sobre o filho, Pedro Sousa, a atravessar um dos melhores momentos da carreira, tendo sido campeão em Braga e, na semana seguinte, semifinalista nesta edição do Lisboa Belém Open. “Como organizador, gostava muito de ter o Pedro Sousa no próximo ano. Como pai do Pedro Sousa, era espectacular se não viesse, porque seria sinal de que estaria em torneios ATP. Óbvio que como pai e diretor do torneio gostava que o Pedro tivesse ganho. Não tenho dúvidas que o Pedro, um jogador da casa, se tivesse jogado hoje, provavelmente, o recinto estava esgotado. Como pai, claro que ficava contente, eram mais uns 80 pontinhos para o ranking dele, mas já tenho muitos anos disto e consigo separar as coisas”, frisou.

“Manecas”, como é conhecido no meio do ténis, adiantou estar convencido que se não fosse o azar, o filho já estaria no top 100.

“Em momentos chave, tem tido lesões muito graves e qualquer jogador que esteja muito tempo fora demora até recuperar o nível. Temos o exemplo do Robredo, que demorou cinco anos até voltar a ganhar um título. O Pedro, para mim, já mostrou que se não fossem os problemas físicos que tem tido poderia estar no top 100. Já mostrou que o nível está lá. Espero que desta vez as lesões lhe consigam dar umas tréguas e, se não houver nenhum azar, daqui a três, quatro meses, está no top 100 sem grandes dificuldades”, adiantou Manuel Sousa.

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